sexta-feira, 19 de junho de 2020

BELA ADORMECIDA


Uma das versões mais antigas (e assustadoras) de A Bela Adormecida foi anotada no Pentamerone, do italiano Giambattista Basile, no século 17. Nela, a heroína, chamada Tália, espeta o dedo em uma farpa de linho e fica aparentemente morta, deitada num caixão. É quando aparece um príncipe que se encanta com sua beleza. Sem hesitar, ele resolve estuprá-la ainda dormindo e voltar para casa em seguida. Tália então permanece desacordada –  mas agora grávida de gêmeos. Quando os bebês nascem, procuram o seio da mãe para se alimentar, mas acabam sugando seu dedo sem querer, o que tira a farpa do lugar e faz com que a Bela Adormecida finalmente desperte. Tália acorda confusa, procurando o pai de seus filhos e vai até o reino vizinho encontrá-lo. Acontece que o príncipe estuprador já era casado quando sua esposa descobre que ele teve gêmeos com outra, resolve matar as crianças e servi-las para o príncipe comer. Felizmente, o cozinheiro encarregado do infanticídio se nega a matar os gêmeos e os esconde em casa. Então a rainha traída resolve se vingar de Tália e manda montar uma enorme fogueira para queimá-la viva. Tália está quase sendo jogada no fogo quando o príncipe interrompe a vingança. Ele então coloca mais um crime em sua ficha. Além de estuprador, vira homicida: joga a esposa no fogo e finalmente se casa com a ex-Bela Adormecida.

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