sexta-feira, 19 de junho de 2020

BRANCA DE NEVE


Elas estavam em toda parte. As feiticeiras da vida real eram senhoras, idosas e sozinhas, que foram queimadas vivas por crimes que jamais poderiam cometer.

Era uma vez, em um reino distante, um rei que estava prometido para a princesa do reinado vizinho. 
Eles se casariam em breve e a princesa viria de barco encontrá-lo. Mas, todas as vezes em que ela tentava embarcar, uma enorme tempestade se formava no mar e a noiva era impedida de se juntar a seu amor. O rei começou a suspeitar de bruxaria – alguém estava fazendo magia negra para impedir seu casamento, só podia. Logo, ele descobriu que um grupo de bruxas andava se reunindo de noite para invocar o diabo e destruir o matrimônio real. Furioso, mandou matar 70 feiticeiras de uma só vez e conseguiu, finalmente, se casar. 

A história acima seria apenas mais um conto de fada – se não tivesse acontecido de verdade. Ela ocorreu em 1591, o poderoso rei era Jaime 6o, da Escócia, e sua amada, Ana da Dinamarca. 

Eles realmente se casaram em 1589 na Noruega, depois de o monarca ter mandado matar dezenas de bruxas que supostamente estavam atrapalhando seu casamento. Bruxas.

Mais de 45 mil pessoas foram torturadas e mortas durante o período conhecido como “caça às bruxas” na Europa, entre os séculos 15 e 17. Mas há muitas diferenças entre as feiticeiras dos contos infantis e as de carne e osso. 

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