sábado, 20 de junho de 2020

Bolo de Halloween


Receita de bolo de Halloween com glacê vermelho

A base do bolo é um bolo de chocolate simples, redondo e suculento. Você também pode usar uma mistura para assar ou a melhor receita de bolo de chocolate de sua escolha .

Ingredientes (para uma forma de mola redonda de 24 cm):

  • 200 g de manteiga ou margarina
  • 200 ml de água
  • 40 g de cacau em pó sem açúcar
  • 200 g de açúcar
  • 250 g de farinha
  • 1 colher de chá de refrigerante
  • 1/4 de colher de chá de sal
  • 2 ovos
  • 150 g de creme de leite
  • 1 pacote (340 g) de doce vermelho derrete
  • 80 g de chantilly
  • algumas gotas de corante vermelho

Preparação:

  1. Pré-aqueça o forno a 180 ° C e unte uma forma redonda de 24 cm de forma de mola.
  2. Aqueça a manteiga, o açúcar, o cacau e a água em uma panela pequena e mexa até o açúcar derreter.
  3. Misture o açúcar, a farinha, o bicarbonato de sódio e o sal em uma tigela grande. Em seguida, adicione a mistura resfriada de manteiga de cacau, ovos e creme de leite e misture tudo rapidamente com um batedor ou uma batedeira. Coloque a massa na assadeira e asse por 30-35 minutos. Então deixe esfriar bem.
  4. Agora você pode finalmente chegar ao esmalte: pique o doce derrete um pouco menor para que derreta melhor. Em seguida, mexa o creme com tanta corante vermelho em uma panela pequena até que fique vermelho brilhante. Leve o creme para ferver por um curto período de tempo, retire-o do fogão e misture o doce derrete até que um esmalte uniforme seja criado. Agora você pode desabafar com o esmalte e despeje sobre o bolo. Parece melhor quando alguns caem por todos os lados. Para o toque final, coloque uma faca de cozinha grande (ou uma faca de plástico para festas infantis) no meio.

Isso tornará seu bolo de Halloween particularmente sedento de sangue

Para criar um efeito elegante neste bolo de Halloween, a coloração dos alimentos é essencial. Contanto que você não os consuma todos os dias, o consumo também é inofensivo.

Dica para uma cobertura de bolo vermelha perfeita: em vez de colorir um vermelho de cobertura simples para este bolo, é melhor usar um produto americano chamado Candy Melts, que  você pode obter na Amazon *. Isso fornece um tom de vermelho muito mais vistoso que parece muito mais sedento de sangue do que a cobertura de cor vermelha. Além disso, um pouco de creme é adicionado ao doce derrete para que o esmalte brilhe lindamente e possa pingar no bolo.

Aqui você pode encontrar receitas ainda mais simples para bolos, cupcakes e outros doces doces para o Halloween:

Bolo Fácil e Vegano


É certo que a lista de ingredientes para o bolo de chocolate parece estranha no começo: farinha, açúcar, cacau em pó, bicarbonato de sódio, óleo, açúcar de baunilha - e vinagre! Sim, você leu certo: o vinagre.
Para a preparação, você precisa de uma tigela e apenas uma colher grande ou uma espátula prática de silicone, com a qual você pode facilmente tirar a massa da tigela.
Para medir os ingredientes, use um copo com conteúdo de 250 ml.

Tempo de trabalho:  10 minutos

Grau de dificuldade: muito fácil

Tempo de cozimento: 25 minutos a 35 minutos

Ingredientes para uma forma quadrada de 20x20cm:

1 1/2 xícaras de farinha (tipo 405)
4 colheres de sopa de cacau em pó sem açúcar
1/2 colher de chá de sal
3/4 xícara de açúcar
1 colher de chá de bicarbonato de sódio
1 pacote de açúcar de baunilha
1 colher de sopa de vinagre de maçã ou vinagre de vinho branco 6 colheres de sopa de
óleo de girassol ou de canola
1 xícara de água

Opcional:  Se você quiser tornar o bolo um pouco mais extenso, use leite ou leite de soja em vez de água. O bolo também é particularmente saboroso quando você adiciona um pouco de chocolate picado ou um pouco de pó de café expresso solúvel.

Preparação:


Pré-aqueça o forno a 200 ° C de calor superior e inferior ou a 180 ° C de ar forçado. Misture a farinha, o cacau em pó, o sal, o bicarbonato de sódio, o açúcar e o açúcar de baunilha em uma tigela. Em seguida, adicione vinagre, óleo e água à mistura de farinha e misture tudo com uma colher ou espátula em uma massa lisa. Agora tudo o que você precisa fazer é untar a assadeira de sua escolha. Coloque a massa na forma e asse o bolo por cerca de 35 minutos. 

Quando o bolo estiver cozido, tudo o que você precisa fazer é esfriar um pouco e soltá-lo do molde. Agora você pode comer diretamente, polvilhar com açúcar de confeiteiro ou espalhar com uma cobertura de chocolate.

sexta-feira, 19 de junho de 2020

Quando crianças brincavam de açougueiro – Irmãos Grimm


“Certa vez, os filhos viram o pai matando um porco. Quando eles foram brincar à tarde, uma criança disse à outra: ‘Agora você é o porquinho e eu sou o açougueiro.’ Assim, ela pegou uma faca e a enfiou na garganta do irmãozinho. A mãe, que estava no andar de cima e dava banho ao caçula, correu para baixo ao ouvir o grito do filho. Quando viu o que tinha acontecido, puxou a faca da garganta do filho e, no meio de sua raiva, a enfiou no coração da outra criança, a que era antes o açougueiro. Então correu para cima para ver o bebê na banheira, mas ele tinha se afogado. Ela entrou em desespero, se encheude medo de jamais se consolar da tristeza e acabou se enforcando. O pai, quando chegou do campo e viu tudo o que havia acontecido, morreu logo em seguida.”

O pé de zimbro – Irmãos Grimm


Era uma vez um casal que queria muito ter filhos. Quando eles finalmente conseguiram gerar um menino, a mãe morreu. Logo o pai se casou novamente e teve uma filha com a nova mulher, que odiava o enteado. Um belo dia, quando o menininho voltou da escola, a madrasta perguntou se ele não queria uma maçã, e o mandou buscar a fruta de dentro de um pesado baú. O menino se ajoelhou, abriu o baú e – pimba! – a madrasta fechou a tampa sobre sua cabeça, que saiu rolando pela casa. Desesperada, a mulher botou o corpinho do menino sobre uma cadeira, equilibrou a cabeça por cima e enrolou um cachecol ao redor do pescoço para disfarçar. Então ela chamou a filha. “Marlene, seu irmão não quer dividir a maçã com você. Dê-lhe um tapa na orelha”, disse. A menina obedeceu, e a cabecinha do irmão rolou pelo chão. “Marlene, o que foi que você fez?”, gritou a mulher. Então a madrasta picou o corpo do filho e fez um cozido com ele. Quando o pai chegou, ela serviu o ensopado. “Mulher,  a comida está deliciosa. Não comam nada, é tudo meu”, disse o pai, enquanto chupava os ossinhos do filho. Marlene então coletou os ossos do irmão e os enterrou no túmulo da mãe, debaixo de um pé de zimbro.  De dentro da árvore saiu um passarinho mágico, que começou a cantar: “Minha mãe me matou, meu pai me comeu, piu piu que lindo passarinho eu sou” O passarinho então vagou pela terra até voltar para a casa do pai carregando uma pesada pedra de moinho, que ele derrubou sobre a madrasta. A vilã morreu esmagada, e os sobreviventes viveram felizes para sempre.

A criança teimosa – Irmãos Grimm


"Era uma vez uma criança tão teimosa que nunca fazia o que a mãe pedia. Por isso, Deus não cuidou dela direito e fez com que adoecesse. Nenhum médico conseguiu ajudá-la e em pouco tempo ela estava em seu leito de morte. Depois de ser enterrado e coberto de terra, um braço da criança de repente rompeu do chão e se esticou ao alto. E toda vez que enterravam o braço de volta e o cobriam de terra, o membro teimoso se esticava para o alto de novo. Então a própria mãe teve de ir à sepultura e bater com o pauzinho no braço da criança. Assim que ela fez isso, o braço se retraiu e a criança encontrou descanso de baixo da terra.” 

O BEIJO ENCANTADO DE HOJE EM DIA

Você já parou para pensar que desagradável seria se você estivesse dormindo e um estranho começasse a beijar sua boca? Mais ainda: se você fosse obrigado a se casar com essa pessoa depois? Pois um um beijo não consensual é o destino (e ironicamente o final feliz) para Branca de Neve e Bela Adormecida. Ambas são salvas por príncipes que não as conhecem e resolvem beijá-las. Hoje de acordo com a lei brasileira, um beijo desses poderia ser enquadrado como crime de violência sexual.

BELA ADORMECIDA


Uma das versões mais antigas (e assustadoras) de A Bela Adormecida foi anotada no Pentamerone, do italiano Giambattista Basile, no século 17. Nela, a heroína, chamada Tália, espeta o dedo em uma farpa de linho e fica aparentemente morta, deitada num caixão. É quando aparece um príncipe que se encanta com sua beleza. Sem hesitar, ele resolve estuprá-la ainda dormindo e voltar para casa em seguida. Tália então permanece desacordada –  mas agora grávida de gêmeos. Quando os bebês nascem, procuram o seio da mãe para se alimentar, mas acabam sugando seu dedo sem querer, o que tira a farpa do lugar e faz com que a Bela Adormecida finalmente desperte. Tália acorda confusa, procurando o pai de seus filhos e vai até o reino vizinho encontrá-lo. Acontece que o príncipe estuprador já era casado quando sua esposa descobre que ele teve gêmeos com outra, resolve matar as crianças e servi-las para o príncipe comer. Felizmente, o cozinheiro encarregado do infanticídio se nega a matar os gêmeos e os esconde em casa. Então a rainha traída resolve se vingar de Tália e manda montar uma enorme fogueira para queimá-la viva. Tália está quase sendo jogada no fogo quando o príncipe interrompe a vingança. Ele então coloca mais um crime em sua ficha. Além de estuprador, vira homicida: joga a esposa no fogo e finalmente se casa com a ex-Bela Adormecida.

A PEQUENA SEREIA


A sereiazinha é uma das filhas do rei do mar, que se apaixona por um príncipe terrestre. Para ir atrás de seu amor, a Pequena Sereia faz um acordo com a bruxa dos oceanos: troca a sua bela voz por um par de pernas. Assim, a recém-humana se aproxima do amado e passa meses tentando fazer com que ele se apaixone por ela  – sem sucesso. O príncipe resolve casar com outra e a Pequena Sereia é convidada para o casamento, obrigada a assistir à felicidade alheia. Na noite de núpcias, desesperada, ela tenta matar o amado, mas desiste. Acaba se jogando no mar e virando espuma.

CHAPEUZINHO


O começo é igual à historinha que você conhece: Chapeuzinho Vermelho é mandada para a casa da vovozinha doente no meio da floresta, mas o lobo chega antes dela. Nessa versão, o lobo mau não só mata a vó, como cozinha sua carne e separa seu sangue em um jarro na despensa. Quando a neta chega, o monstro – disfarçado de velhinha – diz para a menina se servir da refeição. Chapeuzinho se esbalda: come e bebe como se não houvesse amanhã, até um gato falante revelar que ela está se deliciando com a própria avó. Então o lobo convida a menina a entrar na cama com ele, só que sem roupas. A menina obedece, e vai jogando lentamente todas as peças de roupa – o avental, o vestido, as meias, os sapatos – na lareira acesa. Só então ela percebe a roubada em que se meteu. Desesperada, tenta sair da cama, mas o lobo mau não deixa. Então ela diz que precisa fazer xixi, mas o vilão não se abala: “faça aqui na cama, minha filha”. É apenas quando Chapeuzinho dá a entender que precisava fazer mais do que xixi que o lobo permite que ela saia. A menina então sai da casa da avó e foge para sempre, salvando sua pele. 

BRANCA DE NEVE


Elas estavam em toda parte. As feiticeiras da vida real eram senhoras, idosas e sozinhas, que foram queimadas vivas por crimes que jamais poderiam cometer.

Era uma vez, em um reino distante, um rei que estava prometido para a princesa do reinado vizinho. 
Eles se casariam em breve e a princesa viria de barco encontrá-lo. Mas, todas as vezes em que ela tentava embarcar, uma enorme tempestade se formava no mar e a noiva era impedida de se juntar a seu amor. O rei começou a suspeitar de bruxaria – alguém estava fazendo magia negra para impedir seu casamento, só podia. Logo, ele descobriu que um grupo de bruxas andava se reunindo de noite para invocar o diabo e destruir o matrimônio real. Furioso, mandou matar 70 feiticeiras de uma só vez e conseguiu, finalmente, se casar. 

A história acima seria apenas mais um conto de fada – se não tivesse acontecido de verdade. Ela ocorreu em 1591, o poderoso rei era Jaime 6o, da Escócia, e sua amada, Ana da Dinamarca. 

Eles realmente se casaram em 1589 na Noruega, depois de o monarca ter mandado matar dezenas de bruxas que supostamente estavam atrapalhando seu casamento. Bruxas.

Mais de 45 mil pessoas foram torturadas e mortas durante o período conhecido como “caça às bruxas” na Europa, entre os séculos 15 e 17. Mas há muitas diferenças entre as feiticeiras dos contos infantis e as de carne e osso. 

A BELA E A FERA


O destino de Bela era o destino de todas as mulheres. Obrigadas a se casar com desconhecidos em matrimônios arranjados, muitas acabavam comprometidas com "monstros". Eis aqui suas histórias.

Pouca gente percebe, mas ser obrigado a passar o resto da vida com uma fera monstruosa era um risco real na Europa dos séculos passados.  

Assim como Bela, de A Bela e a Fera, muitas mulheres se viam forçadas a se casar com seres terríveis e assustadores: maridos arranjados.

Para piorar, uma vez que se casavam com seus noivos arranjados, elas se tornavam posse dos maridos. 

“Um cão, uma nogueira e uma mulher – quanto mais se bate, melhores eles ficam”, dizia um ditado inglês do século 16. Bater nas esposas não era crime, e até os séculos 8 e 9 d.C. os maridos tinham o direito  de matar as suas esposas em casos de desavenças.
“Por que me recusei a casar com ele? Eu seria mais feliz com o monstro do que as minhas irmãs são com seus maridos. Nem inteligência, nem beleza fazem uma mulher feliz, mas virtude, doçura e complacência, e a Fera tem todas essas qualidades”. Menos mau, né, Bela?

Fonte: Marriage, a History: How Love Conquered Marriage, Stephanie Coontz 
Leia mais em: https://super.abril.com.br/especiais/o-lado-sombrio-dos-contos-de-fadas/

CINDERELA


A mortalidade materna na hora do parto era recorde nos séculos passados. Isso fez com que milhões de órfãos acabassem criados por mulheres que não eram suas mães. Eram as madrastas.

Cinderela teve uma, bem cruel. Branca de Neve também. Assim como João e Maria. Poucos personagens são tão frequentes nos contos quanto as madrastas más. Elas são as vilãs favoritas dos contos infantis.

É a mortalidade materna que explica a ocorrência das madrastas más nos contos de fadas. 
O que os contos de fadas fizeram foi exagerar um comportamento comum: a predileção que as mães sentiam por seus próprios filhos em relação aos enteados.

Fontes: An Attempt to Estimate the True Rate of Maternal Mortality, Sixteenth to Eighteenth Centuries, Dobbie Willmott; Fairies and hard facts: the reality of folktales, Eugen Weber 

JOÃO E MARIA


Eles escaparam por pouco de serem comidos por uma bruxa canibal - mas muitos outros europeus não tiveram a mesma sorte. O canibalismo faz parte da história humana, e assolou o continente.

Quem diz que gostaria de ter uma vida de conto de fada não sabe do que está falando. O mundo dos livros infantis é cheio de violência, crueldade e – principalmente – pobreza.

Mesmo a bruxa comedora de criancinhas não era uma licença poética. A fome nos séculos – e milênios – passados era extrema e não são raros os registros de gente que partiu para o canibalismo.

Na época em que os contos de fadas foram escritos, o hábito não estava extinto. A humanidade nunca deixou de recorrer ao canibalismo em épocas de fome severa.